Profesor Javier Collado Ruano hablando sobre Educación para la Ciudadanía Mundial (UNESCO)

Profesor Javier Collado Ruano hablando sobre Educación para la Ciudadanía Mundial (UNESCO) 

En este contexto de globalización, hay un creciente interés en la Educación para la Ciudadanía Mundial (ECM), señalando un cambio en el rol y propósito de la educación para conseguir un mundo más justo, pacífico, tolerante e inclusivo entre sociedades. La Iniciativa de Educación Global Primero del Secretario de las Naciones Unidas, lanzada en 2012, han sido un instrumento para aumentar la concientización de la importancia de la ciudadanía mundial para construir un futuro mejor para todos y todas. UNESCO, en respuesta a la demanda incrementada de los Estados Miembros para apoyar el empoderamiento de los aprendientes para convertirse en ciudadanos globales responsables, ha hecho de la ECM una de sus llaves educativas objetivo para los próximos ocho años (2014-2021).

El profesor Javier Collado Ruano fue invitado a participar en Rio+20 después de que su propuesta: “EL VALOR DE LA EDUCACIÓN GLOBAL COMO MOTOR DE CAMBIO PARA ERRADICAR LA POBREZA Y CONSEGUIR UN DESARROLLO SOSTENIBLE“, fuera una de las más votadas entre la sociedad civil de todo el mundo. El profesor Collado ha viajado por más de 50 países en los últimos años para crear propuestas innovadoras para la “Educación para la Ciudadanía Mundial” propuesta por la UNESCO.

Pueden leer más sobre su trabajo aquí: ufba.academia.edu/JavierColladoRuano

Meio Ambiente, Desenvolvimento Humano e Coooperativas de Reciclagem

Meio ambiente e desenvolvimento humano: duas grandes preocupações para a humanidade em um mundo que ainda luta contra a miséria e a cada ano tem agravada a crise ambiental. A forma irracional que a maioria das indústrias tem extraído matérias primas e produzido bens, assim como o padrão inconsciente de consumo da população em todas as partes do globo é algo flagrante. Dentro dessa lógica de destruição ambiental, a questão do descarte do lixo pelas indústrias e pela população é uma temática que vem sendo abordada nos níveis, regional, nacional e em instituições internacionais, como as Nações Unidas.

No Brasil alguns exemplos de políticas públicas para a gestão de resíduos sólidos têm sido desenvolvidos nos últimos anos. Um exemplo de política pública que combina a preocupação com o meio ambiente e a erradicação da pobreza é o suporte a cooperativas de recicladores através de programas e editais que financiam a atuação dos cooperados. Para que essas cooperativas tenham acesso a esses programas, existe um apoio dado por ONGs e instituições ligadas a academia, como a Universidade do Estado da Bahia, que auxiliam esses cidadãos para que eles tenham não só acesso aos editais oferecidos pelo governo, mas também através da capacitação técnica e jurídica.

ana verena, cooperativa, educar para vivir

O trabalho da Educar para Vivir dentro desse marco, através da colaboradora Ana Verena Menezes, foi auxiliar os cooperados a se tornarem mais competitivos e enfrentarem as dificuldades socioeconômicas a que estão sujeitos. Uma das ações foi a criação de um estatuto da Rede de cooperativas, para que através da personalidade jurídica elas tenham força para pleitear seus direitos e concorrer a editais. Também foi desenvolvido em paralelo um grande esforço para organizar os galpões que recebiam as coletas em cada uma das 9 cooperativas. Nesse trabalho de apoio, os cooperados puderam desenvolver um layout de produção participativo, onde os próprios cooperados desenhavam como gostariam que fosse organizado o seu local de trabalho. Além disso, eles confeccionaram as placas indicativas dos materiais, participaram de oficinas para que eles mesmos desenvolvessem produtos que beneficiariam alguns dos materiais coletados, como por exemplo, garrafas pet. Outro papel exercido foi a orientação quanto as melhores maneiras para conservar o material de trabalho, segurança do trabalho, tanto na coleta como na atividade de prensagem, assim como foram feitas dinâmicas de grupo para a melhoria das relações interpessoais das cooperativas.

lixo, educar para vivir

No Brasil, o trabalho de coleta é extremamente desvalorizado, não só pelos baixíssimos preços oferecidos pelos materiais como pelo estigma de serem pessoas extremamente pauperizadas as lidam com o lixo- aquilo que se desprezou, que se jogou fora. Na cidade de Salvador, como em boa parte do país, a importância dada ao lixo pelas autoridades é mínima, a maioria dos lares não cultiva a prática da separação dos resíduos, além da cidade abrigar a maior festa popular do mundo, o Carnaval. No ano de 2010 finalmente foi lançado um programa de gestão de resíduos sólidos pelo governo federal através da lei 12.305/10 que estipulou a meta de reciclar 20% dos resíduos descartados até 2015.

Será que essas políticas públicas aplicadas no marco do direito internacional dariam lugar a uma governança global que erradique a pobreza? 

Presentación de la edición “Día Internacional de la Democracia” en ACNUR-Brasil

Con motivo del “Día Internacional de la Democracia“,  el equipo de la ONGD Educar para Vivir se reunió con el escritorio de ACNUR en Brasil, localizado en Brasilia, para presentar la quinta edición de la revisa “Global Education Magazine“.

En el encuentro, Luiz Godinho, Oficial de Información Pública de ACNUR-Brasil, señalaba que existen cerca de 4.600 refugiados reconocidos por el gobierno brasileño (2012), de más de 70 nacionalidades diferentes, donde las mujeres constituyen el 30% de esa población.

Javier Collado com Luis Godinho, ACNUR Brasil

Javier Collado junto a Luiz Fernando Godinho, Oficial de Informação Pública en ACNUR Brasil

El trabajo de ACNUR en Brasil está pautado por los mismos principios y funciones que en el resto de países, protegiendo a los refugiados y promoviendo soluciones duraderas a los problemas. Además, la agencia de las Naciones Unidas actúa en cooperación con el Comité Nacional para los Refugiados (CONARE), ligado al Ministerio de Justicia. De este modo, toda persona refugiada dispone de la protección del gobierno brasileño y puede, por tanto, obtener documentos, trabajar, estudiar y ejercer los mismos derechos que cualquier ciudadano extranjero legalizado en Brasil  (ley 9474/97).

Brasil es internacionalmente reconocido por ser un país acogedor, pues siempre tuvo un papel pionero y de lideranza en la protección internacional de los refugiados. Fue el primer país del Cono Sur en ratificar la  Convención relativa al Estatuto de los Refugiados de 1951, en el año de 1960.  Además, Brasil también uno de los primeros países integrantes del Comité Ejecutivo de ACNUR, responsable por la aprobación de los programas y ornamentos anuales de la agencia. 

Encuentro con Sra. Leymah Gbowee, Premio Nobel de la Paz 2011

El pasado día 10 de septiembre de 2013, el Presidente de la ONGD Educar para Vivir, Javier Collado, tuvo la oportunidad de conocer y dialogar con la Sra. Leymah Gbowee durante la conferencia en “Fronteiras do Pensamento” celebra en Salvador de Bahía, Brasil.

 Javier Collado with Ms. Leymah Gbowee, 2011 Nobel Peace Award

Javier Collado junto a la Sr. Leymah Gbowee, Premo Nobel de la Paz 2011

La activista liberiana Leymah Gbowee se encargó de organizar el movimiento que ayudó a traer el fin de la Segunda Guerra Civil de Liberia en 2003. Su trabajo de recuperación con los niños soldados durante la guerra, promovida por Charles Taylor, se dio a conocer en todo el mundo. Madre de seis hijos, Gbowee señala que los cambios sociales deben ser realizados por las madres. En la actualidad, es directora de Mujeres, Paz y Seguridad de la red – África WIPSEN.

En 2011, Gbowee fue una de las tres personalidades ganadoras del Premio Nobel de la Paz junto a su compatriota Ellen Johnson-Sirleaf, la primera mujer en dirigir Liberia y Yemen Tawakel Karman, por su lucha a favor de los derechos de las mujeres. Autor de los Guerreros de la Paz, editado por la Sociedad de las cartas en 2012, es también la protagonista del documental “Pray the Devil Back to Hell”, que retrata la vida y la lucha contra las milicias de África.
Con motivo del Día Internacional de la Mujer, Javier Collado entrevistaría a la Premio Nobel de la Paz en la revista Global Education Magazine.

Educar para Vivir se une à voz do Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) do Brasil

Há hoje na Bahia um movimento que infelizmente insiste em crescer, o Movimento dos Sem Teto (MSTB). Milhares de desabrigados vivem em conjunto em assentamentos precários por questões sócio-econômicas, sem ter direito ao que a constituição rege com base para qualquer indivíduo brasileiro: educação, saúde e moradia. Esse movimento surgiu num contexto de luta pela reintegração de posse de uma área que após ser ocupada por 700 famílias que não tinham como e para onde ir, deveriam ser expulsas do local. A realidade fática demandou o surgimento de uma organização para uma melhor defesa contra as reações adversas.

O MSTB se baseia em quatro princípios norteadores: A horizontalidade, a autonomia, a solidariedade e o poder popular, segundo consta no documento da Cartilha do II Congresso Estadual do MSTB. A autonomia em relação aos partidos políticos e aos governos; a horizontalidade nas relações de poder entre a base e a coordenação, sendo que a força da organização deve estar nos espaços coletivos de discussão; a solidariedade aos outros movimentos que lutam contra todas as formas de opressão e exploração.

O equipe psico-sócio-pedagógico Educar para Vivir trabalha em apoio à luta do MSTB pela moradia digna: com saúde, educação, segurança, cultura, lazer, meio ambiente equilibrado. Porém não se restringindo a isso, afirmando ter como objetivo maior a construção das comunidades do bem-viver. Estas, que ainda são um conceito indeterminado, podem ser delineadas como a busca por uma sociedade baseada nos valores da comunidade, solidariedade e do poder popular.

No MSTB, a existência de brancos pobres e de descendentes de homens e mulheres “batizados” a ferro e fogo como “indigenas” se entrelaça com cores, traços e gestos de uma fortíssima presença de negras e negros, formando um conjunto simbólico que desde o período colonial tentou realizar sonhos de justiça e igualdade social.

Dentro desse movimento há pessoas e organizações que atuam no sentido de (re)inseri-los na sociedade, seja através de capacitações para trabalho, capacitações políticas ou de intervenções com crianças. Uma dessas intervenções é feita pela nossa colega de Educar para Vivir, a terapeuta ocupacional e mestre em psicologia Adriana Balaguer:

A idéia surgiu a partir da minha pesquisa de mestrado, realizadas na UFBA, em Psicologia do Desenvolvimento. Há uma demanda, nessa área do saber, de conhecer diferentes contextos onde a criança se desenvolve. Como o MSTB é um nicho de desenvolvimento novo, surgido nos últimos 10 anos e ainda não havia sido pesquisado, enquanto contexto de desenvolvimento específico na Bahia, achamos que esse seria o início de um novo campo de pesquisas. Foram pesquisadas duas ocupações, por um ano: a Ocupação Cidade de Plástico e a Ocupação Quilombo Paraíso.”

O MSTB vem modificando o cotidiano de muitas pessoas da cidade do Salvador, seja pelas ocupações, seja pelas caminhadas e paralisações de ruas e avenidas, mostrando que podemos sim reverter a posição pacífica da sociedade em relação aos menos favorecidos. Por isso, trabalhos que defendem o ponto de vista de inserção dessa parcela na população na sociedade, seja no entendimento de como ela funciona ou não, devem ser expostas, entendidos e debatidos por todos.

Brincaderas no MSTB

Adriana Balaguer com as crianças do MSTB

“As crianças deste contexto vivem em um ambiente comunitário, muitas vezes compartilhando espaços de moradia, experimentando situações de instabilidade e precariedade habitacional e monetária em uma realidade sócio-econômica desfavorecida. Apesar disso, elas se desenvolvem e tem uma rotina de estudos brincadeira e cuidados gerais que podem favorecer seu desenvolvimento e, em alguns casos, garantir seu suporte emocional. Portanto, vale ressaltar que apesar da pobreza material poder ser um fator de risco, a mesma não é determinante para um resultado de desenvolvimento negativo.”